O carioca parece gostar de ser enganado

O que em cidades normais levaria a revoltas populares e processos judiciais, o morador do Rio de Janeiro aceita dando de ombros –  e reelege as mesmas figuras nas eleições, escreve Philipp Lichterbeck.

O teleférico do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foi inaugurado em 2011. Uma nova era havia começado, dizia-se na época. A promessa era de que, com a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos chegando, a cidade finalmente se tornaria mais moderna. Deixaria de ser relativamente provinciana, para se tornar uma metrópole. Com melhor transporte público, mais segurança, menos pobreza e menos poluição.

O teleférico custou R$ 253 milhões. E, ainda que houvesse problemas mais urgentes no complexo de favelas (como saneamento básico), ele facilitou a vida de milhares de moradores. Transportava, em média, 10 mil pessoas por dia, nas 152 gôndolas que percorriam seis estações. Mas em setembro de 2016 – poucos dias após o fim dos Jogos Olímpicos – o teleférico teve suas atividades suspensas. O motivo alegado foi de que o equipamento passaria por uma manutenção que levaria meio ano e que estava faltando uma peça que viria do estrangeiro.

Leia mais: DW Brasil

visitas

Coluna

O que em cidades normais levaria a revoltas populares e processos judiciais, o morador do Rio de Janeiro aceita dando de ombros –  e reelege as mesmas figuras nas eleições, escreve Philipp Lichterbeck. O teleférico do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foi inaugurado em 2011....
Obra do jornalista e escritor britânico aborda a revolução soviética de forma satírica. Apesar de ter sido escrito nos últimos anos da Segunda Guerra Mundial, romance segue mais atual do que nunca, 75 anos depois. A fábula de George Orwell se passa numa fazenda: "O Sr. Jones, proprietário da Granja...
1 | 2 | 3 | 4 | 5 >>

Contato

Herbert Schutzer schutzer@hschutzer.com.br